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terça-feira, 21 de abril de 2015

Nove anos sem o "Mestre Telê"


Telê exibindo suas gloriosas conquistas.
[Foto: Placar]

Natural da cidade mineira de Itabirito, Telê nasceu no dia 26 de julho de 1931.

Jogador de futebol a treinador. De simples treinador a comandante da seleção brasileira. De pé-frio a bicampeão mundial. De bicampeão mundial a Mestre. De Mestre a melhor de todos os tempos no Brasil. Telê Santana da Silva, o mineiro bem brasileiro, o brasileiro bem carioca, bem paulista, bem amado, foi o melhor técnico que o futebol nacional já teve. Isso é unânime. Nenhum outro treinador foi tão inteligente, tão amigo, tão impecável fora das quatro linhas quanto, o Mestre. De contestado após naufragar com a melhor seleção nacional desde 1970, em 1982, Telê viveu o auge e calou críticos ao transformar o São Paulo no maior espetáculo nacional e internacional entre 1991 e 1993. Como jogava bola aquele time. Como Raí, Cafu, Müller, Leonardo, Toninho Cerezo e Zetti se entendiam. O São Paulo não apenas jogava. Ele dava show. Jogava bonito. Jogava por títulos, por hegemonia, para a torcida. Dava gosto de ver aquele time jogar. Valia à pena pagar o ingresso para ver aquele futebol envolvente que era admirado por todos. Jogava sempre com categoria, de cabeça erguida, em prol do futebol, do espetáculo. O time não era armado de acordo com o adversário, ele tinha suas convicções e pensava apenas no seu time. Telê transformava jogadores comuns em craques. Brucutus em ótimos defensores. Pés-murchos em canhões certeiros. Laterais em meias. Zagueiros em volantes. Telê fazia mágica. Fazia história. E entrou para a eternidade. 

Foi São Paulo onde viveu os melhores anos da sua carreira como treinador, conquistando muitos títulos pelo clube.

Encontrou um time que havia tido um péssimo desempenho no Campeonato Paulista, com seu principal jogador - Raí, no banco de reservas.

Apostou no talento de Raí e também em novatos como Antônio Carlos, Cafu, Leonardo e Elivelton. Levou o time, que ocupava uma posição intermediária no Campeonato Brasileiro, até a final do Paulistão sendo vice-campeão perdendo para o Corinthians.

Em 1991, com o time já entrosado, e liderado por Raí como o líder da equipe, os jogadores ganharam confiança, cresceram e conquistaram o Campeonato Brasileiro daquele ano. Meses depois, se tornava campeão Paulista diante do rival Corinthians. Telê assim, se tornou o único técnico brasileiro a ter conquistado os quatro principais campeonatos estaduais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul).

Foi campeão da Copa Libertadores da América pela primeira vez em 1992, vencendo o time Newell's Old Boys, na disputa de pênaltis realizada no Estádio do Morumbi. O São Paulo jogava num esquema 4-2-2-2, com muita posse de bola, e que, comandado em campo por Raí, conquistaria o mundo.

Em dezembro do mesmo ano, venceu o Palmeiras no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, viajou para o Japão, onde conquistou o título mundial de clubes de 1992, ao vencer o time do Barcelona de virada por 2 a 1. Voltou para o Brasil e venceu o segundo jogo da final do Paulistão, conquistando o bicampeonato consecutivo do Campeonato Paulista. Nesse mesmo ano, Telê foi premiado como o "Melhor técnico da América do Sul de 1992".

O ano de 1993 foi incrível na carreira como técnico: ganhou quatro títulos internacionais oficiais, todos eles no mesmo ano e, assim, acabou conquistando uma quádrupla coroa internacional, sendo até hoje o único técnico do mundo a atingir tal feito.

O primeiro título de 1993 foi a Copa Libertadores da América, vencendo o Universidad Católica por 5 a 3 no resultado agregado. A segunda conquista, foi a Recopa Sul-Americana, vencida na disputa de pênaltis contra o Cruzeiro, após empatarem os dois jogos. Faltando menos de um mês para o Mundial, ainda foi campeão da Supercopa Libertadores, conquistada na disputa de pênaltis contra o Flamengo, após empatarem os dois jogos por 2 a 2.

Em dezembro Telê conquistou novamente o título mundial pelo tricolor, vencendo o Milan por 3 a 2. A conquista do título mundial, foi o quarto título internacional conquistado pelo São Paulo e também pelo técnico em 1993, completando, assim, a inédita quadrúpla coroa internacional sendo conquistada por ser campeão de quatro competições internacionais oficiais, todos no mesmo ano.

Em 1994, a equipe ganhou o Bi da Recopa (em cima do Botafogo), e com um time totalmente formado por juniores, a Copa Conmebol (substituída pela Copa Mercosul, anos depois, e pela Copa Sul-Americana, nos dias de hoje), com direito a um baile de 6 a 1 no primeiro jogo da final em cima do Peñarol-URU. Mas, mesmo com as conquistas, o time viveu um drama sem igual na Libertadores. Depois de eliminar os adversários pelo caminho como o Palmeiras, o tricolor chegou à sua terceira final seguida. O adversário seria o Vélez Sarsfield, do goleiro Chilavert. O time não liquidou a partida no tempo normal, levando a decisão para os pênaltis. Mas, dessa vez, nem Zetti conseguiu ajudar a equipe. O tricolor sucumbiu e perdeu o seu título mais ganho, em casa, para um adversário claramente inferior. Seria o início do fim de uma equipe tão acostumada às vitórias e aos títulos.

Em janeiro de 1996, após sofrer uma isquemia cerebral, teve que abandonar o futebol e viu a sua saúde debilitar-se bastante, com problemas na fala e na locomoção, entre outros. 

Em 2003, ele foi submetido à cirurgia para amputação de parte da perna esquerda. Três anos depois, dia 25 de março de 2006, voltou a ser levado para o Hospital Felício Rocho, na capital mineira. Telê, segundo boletim médico, apresentava infecção abdominal no intestino grosso. Foi internado em estado grave. Passou algumas semanas no hospital e morreu no dia 21 de abril de 2006.

No comando do São Paulo, Telê teve 410 jogos, vencendo 197, empatando 122 e perdendo apenas 91.

É o recordista em jogos no comando do Atlético Mineiro: 434 partidas, com 235 vitórias, 122 empates e apenas 77 derrotas.

Até hoje, Telê Santana tem seu nome ovacionado pela torcida são paulina, nos jogos realizados no Morumbi.

Times que treinou: 
Fluminense-BRA (1969-1970), Atlético Mineiro-BRA (1970-1971, 1972-1975 e 1987-1988), São Paulo-BRA (1973 e 1990-1996), Botafogo-BRA (1976), Grêmio-BRA (1976-1979), Palmeiras-BRA (1979-1980 e 1990), Seleção Brasileira (1980-1982 e 1985-1986), Al-Ahly-ARS (1983-1985) e Flamengo-BRA (1988-1989).

Principais títulos por clubes: 1 Campeonato Carioca (1969) pelo Fluminense.

1 Campeonato Brasileiro (1971) e 2 Campeonatos Mineiro (1970 e 1988) pelo Atlético Mineiro.

1 Campeonato Gaúcho (1977) pelo Grêmio.

1 Campeonato Árabe (1983), 1 Copa do Rei Árabe (1984) e 1 Copa do Golfo (1985) pelo Al-Ahly.

1 Taça Guanabara (1989) pelo Flamengo.

2 Mundiais Interclubes (1992 e 1993), 2 Copas Libertadores da América (1992 e 1993), 2 Recopas Sul-Americana (1993 e 1994), 1 Supercopa da Libertadores (1993), 1 Campeonato Brasileiro (1991), 1 Copa Conmebol (1994), 1 Troféu Ramon de Carranza (1992), 1 Troféu Tereza Herrera (1992) e 2 Campeonatos Paulista (1991 e 1992) pelo São Paulo.


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