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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Salários atrasados e soberba: repercussão após a derrota para o Guaraní.

Salve Nação,

Provavelmente vocês acordaram de cabeça inchada e não é pra menos: o jogo de ontem foi um fiasco. Não somente o de ontem, os 180 minutos disputados em dois confrontos contra o Guaraní do Paraguai foram um fiasco. O time modesto que vem se destacando no cenário nacional, porém sem tradição alguma em competições intercontinentais, ganhou lá e aqui, quebrando uma invencibilidade de quase um ano na Arena Corinthians. 

Arena Corinthians e a quebra de invencibilidade de quase um ano. Foto: Daniel Augusto Jr/ Agência Corinthians.

Triste, porém agora é hora de ver o que está errado. A começar pelos salários atrasados. Fato é que ninguém gosta de trabalhar de graça. Se os salários são altíssimos e fora do padrão nacional, isso tem que ser resolvido e cobrado do presidente que assumiu os compromissos. Cobrar dos jogadores também, que dizem que salário não influencia em campo mas caíram tanto de rendimento nos últimos jogos que ta difícil de acreditar. 

Renato Augusto foi um dos que comentou a questão no pós-jogo: “Estávamos jogando bem e conseguimos a vaga para a Libertadores ano passado. Nunca atrapalhou (salários atrasados). A gente estava com direitos de imagem atrasados, mas não é por isso que vamos tirar o pé. O problema não foi esse. Estão criando histórias em volta disso”.

Mas não teve jeito, a questão dos salários foi a que mais repercutiu pelos corredores da Arena. Fábio Santos, expulso em lance infantil aos sete do segundo tempo, comentou: "Não é hora de transferir a responsabilidade. Estamos com a diretoria. Agora é cada um assumir a sua responsabilidade. Não é porque está atrasado que fomos desclassificados".

Os jornalistas também bateram na tecla da soberba e menosprezo ao Guarani, negado veementemente por Tite: "Não, não. Fui a três Libertadores com o Grêmio, uma Sul-Americana... Outra com o Internacional, outra com o São Caetano, três com o Corinthians. Isso nos dá uma experiência de saber que não tem jogo fácil. Vou a campo fazer meu melhor. Quero estar sempre com meu travesseiro leve. Não menosprezo adversário, não teve ostentação".

O assunto sobre soberba surgiu após a derrota para o São Paulo, que nos tirou a possibilidade de pegar um time brasileiro, algo que o Tite e dirigentes corintianos afirmaram que não gostariam nesta fase de oitavas de final. A questão de pegar um time teoricamente mais fraco também foi um alívio para mim. Admito que como corintiana otimista que sou, acreditava em um confronto tranquilo pra nós. Estava enganada. 
Agora nos resta ajeitar a casa e correr atrás do prejuízo de um primeiro semestre sem disputa de títulos.

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