Era uma noite estrelada de 04 de julho, uma noite tão aguardada, esperada pelos corações fieis. Parecia que Deus iluminava aquela data sagrada. A invencibilidade dos guerreiros do Parque São Jorge reinavam naquela noite. A Fiel, tão apaixonada e devota, incendiava o Pacaembu. Colocavam para fora todo o canto guardado desde 1977. A espera tinha sido grande, a gozação dos rivais parecia estar por fim. Mas o que os aguardavam?
Um dia extenso, as horas pareciam não passar, a ansiedade aumentava há cada segundo, o nervosismo tomava conta de todos. Seria um dia revolucionário para aqueles torcedores, que viveram e aguardaram aquele momento. Eternizariam cada segundo a partir das 22:00. O canto apaixonado já tomava as ruas do país inteiro. Nunca havia visto uma espera tão longa e sofrida. Era o fim de um sofrimento, de um clichê alvinegro, deixando apenas o “corintiano e maloqueiro, graças a Deus”. E era graças a Deus.
Todos nós acreditamos em algo, nem que seja em nós mesmos, e aqueles torcedores acreditavam. Pois esperaram 35 anos desde o começo da trajetória do clube naquele campeonato que, no começo, não envolvia paixão e emoção. Ao passar dos anos, a “não conquista” incomodava. Como um clube de tamanha expressão no país, não teria um torneio de tamanha importância? Sempre foi o time do “se”, mas sempre foi o time da Fiel.
Independente dos títulos, todos nós sabiamos por que a torcida era chamada daquele jeito. Era conhecida pelo seu amor, pela sua paixão, pela sua fidelidade. Tinha um encanto jogado naquele clube desde o dia 01 de setembro de 1910. E a partir daquela data surgiu não só um clube, não só uma instituição, mas uma religião, uma vida. Uma torcida que ganharia jogo, o décimo segundo jogador.
Voltando ao 04 de julho, depois de chegar até 1910, podemos ver o que estava sendo explicado. Tudo parecia estar no aguardo para o grito “É campeão!” que estava guardado. Os times em campo, a energia dos torcedores e não torcedores iluminavam aquela sagrada noite. E estava prestes a começar a noite que jamais seria esquecida. Cada torcedor teria uma história para contar. E começava o sofrimento dos outros 90 minutos.
A catimba já tomava conta do Pacaembu. Aquele clima era propício, o esperado. Não poderia ser uma partida qualquer, pois os tantos anos aguardados não permitiria que fosse um jogo apático. Teria que ter todos os ingredientes necessários para ser um jogo único. A noite estrelada refletia sua luz em um jogador. O ícone do jogo, que seria o protagonista final da espera. Porque toda sua grande conquista tem sua glória e seu herói.
Émerson parecia iluminado. Ele, como todo jogador, queria que aquela espera tivesse seu nome guardado na história. Mas seu perfil de guerreiro e jogador de raça, o consagraram. Um jogador no estilo apropriado da torcida. E, na partida, honrou não só os seus gols, mas sua brilhante exibição. 2 gols, uma noite, um jogo, 35 anos, 101 anos de história. E aquele momento seria um dos maiores dentro de tantas glórias conquistadas.
O final da partida eternizou aquela conquista. O apito seria, talvez, o tão pedido após os 27 minutos da segunda etapa. O grito guardado há tantos anos já não cabia dentro daqueles corações. O canto já saia, a emoção já não era mais contida, o amor e a devoção já era colocada à prova para todos que assistiam, os prós e contras. Era impossível não se contagiar por aquele momento. Era uma noite mágica que se acabava para dar início a vários contos.
E, assim, chegava ao fim uma noite esperada. Vivida e sentida por mais de 30 milhões de corações. Todos provaram naquele 04 de julho que o futebol não são só bola e gramado. É paixão, é coração, é vida, é emoção, é espera, é entrega, é amor! De tantas lindas histórias, de tantos clubes, esta, talvez, seja uma das mais lindas. Uma história de amor, que sempre tem drama e angústia, contada e gravada em longos 180 minutos de Buenos Aires a São Paulo.
Um dia extenso, as horas pareciam não passar, a ansiedade aumentava há cada segundo, o nervosismo tomava conta de todos. Seria um dia revolucionário para aqueles torcedores, que viveram e aguardaram aquele momento. Eternizariam cada segundo a partir das 22:00. O canto apaixonado já tomava as ruas do país inteiro. Nunca havia visto uma espera tão longa e sofrida. Era o fim de um sofrimento, de um clichê alvinegro, deixando apenas o “corintiano e maloqueiro, graças a Deus”. E era graças a Deus.
Todos nós acreditamos em algo, nem que seja em nós mesmos, e aqueles torcedores acreditavam. Pois esperaram 35 anos desde o começo da trajetória do clube naquele campeonato que, no começo, não envolvia paixão e emoção. Ao passar dos anos, a “não conquista” incomodava. Como um clube de tamanha expressão no país, não teria um torneio de tamanha importância? Sempre foi o time do “se”, mas sempre foi o time da Fiel.
Independente dos títulos, todos nós sabiamos por que a torcida era chamada daquele jeito. Era conhecida pelo seu amor, pela sua paixão, pela sua fidelidade. Tinha um encanto jogado naquele clube desde o dia 01 de setembro de 1910. E a partir daquela data surgiu não só um clube, não só uma instituição, mas uma religião, uma vida. Uma torcida que ganharia jogo, o décimo segundo jogador.
Voltando ao 04 de julho, depois de chegar até 1910, podemos ver o que estava sendo explicado. Tudo parecia estar no aguardo para o grito “É campeão!” que estava guardado. Os times em campo, a energia dos torcedores e não torcedores iluminavam aquela sagrada noite. E estava prestes a começar a noite que jamais seria esquecida. Cada torcedor teria uma história para contar. E começava o sofrimento dos outros 90 minutos.
A catimba já tomava conta do Pacaembu. Aquele clima era propício, o esperado. Não poderia ser uma partida qualquer, pois os tantos anos aguardados não permitiria que fosse um jogo apático. Teria que ter todos os ingredientes necessários para ser um jogo único. A noite estrelada refletia sua luz em um jogador. O ícone do jogo, que seria o protagonista final da espera. Porque toda sua grande conquista tem sua glória e seu herói.
Émerson parecia iluminado. Ele, como todo jogador, queria que aquela espera tivesse seu nome guardado na história. Mas seu perfil de guerreiro e jogador de raça, o consagraram. Um jogador no estilo apropriado da torcida. E, na partida, honrou não só os seus gols, mas sua brilhante exibição. 2 gols, uma noite, um jogo, 35 anos, 101 anos de história. E aquele momento seria um dos maiores dentro de tantas glórias conquistadas.
O final da partida eternizou aquela conquista. O apito seria, talvez, o tão pedido após os 27 minutos da segunda etapa. O grito guardado há tantos anos já não cabia dentro daqueles corações. O canto já saia, a emoção já não era mais contida, o amor e a devoção já era colocada à prova para todos que assistiam, os prós e contras. Era impossível não se contagiar por aquele momento. Era uma noite mágica que se acabava para dar início a vários contos.
E, assim, chegava ao fim uma noite esperada. Vivida e sentida por mais de 30 milhões de corações. Todos provaram naquele 04 de julho que o futebol não são só bola e gramado. É paixão, é coração, é vida, é emoção, é espera, é entrega, é amor! De tantas lindas histórias, de tantos clubes, esta, talvez, seja uma das mais lindas. Uma história de amor, que sempre tem drama e angústia, contada e gravada em longos 180 minutos de Buenos Aires a São Paulo.
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| Três anos da conquista invicta da Libertadores (Foto: Esportes IG) |

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