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| (Foto: Paulo Sério/LancePRESS) |
Caro amigo vascaíno. Como é de conhecimento público, a era Doriva chegou ao seu fim e o folclórico retranqueiro Celso Roth assumiu o clube na última colocação do campeonato brasileiro.
Em dois jogos, duas vitórias por 1x0 sobre o Flamengo e Avaí. Resultados que tiraram o cruzmaltino da última colocação e o colocaram não só na décima oitava colocação, mas também fizeram com que a parte de baixo da tabela fique mais embolada e o Vasco fique nesse meio.
Mas afinal, trocar um técnico novato como Doriva, que foi campeão carioca, por um técnico cascudo e extremamente experiente como Celso Roth foi um bom negócio para o Vasco? A resposta é... talvez. Muito provavelmente sim.
Entenda, meu caro amigo cruzmaltino. O momento do Vasco é ruim e talvez o clube precisasse de um técnico cascudo, retranqueiro e que jogue simples para arrumar a casa. Até por questões psicológicas, porque se tem um técnico brasileiro acostumado com zona de rebaixamento, este é Celso Roth.
O Vasco mudou de estilo de jogo após a transição de treinadores. Com Doriva, o Vasco tinha a posse de bola e trabalhava mais o passe curto, dando liberdade aos armadores (que são péssimos) para tentarem jogadas individuais, além de trabalhar muito na jogada aérea.
Com Celso Roth, o Vasco tem menos posse de bola, faz mais o simples, recompõe mais na marcação, trabalha um pouco mais na ligação direta e diminui a quantidade de jogadas individuais. Até agora está dando certo.
O problema é que Celso Roth é um técnico com prazo de validade. Este estilo conservador será acentuado quando ele começar a fechar o time de forma mais implícita, como por exemplo, jogar num 3-5-2 (seu esquema favorito) ou até mesmo no 3-6-1 em jogos fora de casa.
O Vasco não vai dar show, o Vasco não vai empolgar, o Vasco não vai jogar bonito e o Vasco não vai revolucionar o futebol brasileiro. Não espere isso. Mas o Vasco vai jogar de uma forma mais simples, consistente e mais segura.
Afinal, é melhor ganhar jogando feio do que perder jogando bonito. Entretanto, não se surpreenda se o caldo entornar de vez com Celso Roth no comando...

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