Sábado, 04 de Julho de 2015, 45.693 torcedores no Estádio Nacional de Santiago,
final da Copa América 2015,de um lado uma nação que lutava pelo seu primeiro
título da competição, jogando em casa com o apoio do seu fiel torcedor a
seleção do Chile queria muito a taça, de outro lado a fortíssima seleção da
Argentina sentia que era o momento de retomar o caminho das conquistas
comandada pelo craque Lionel Messi.
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| "Mais de 40 mil vozes empurraram La Roja ao título." (Foto:http://globoesporte.globo.com/) |
A Argentina começou o jogo com a marcação adiantada, o Chile
escapava em velocidade com Isla pelo lado direito nas costas de Rojo.
Aos 4 minutos Dí Maria assustou Claudio Bravo com uma
finalização despretensiosa, mas perigosa.
Messi começou a partida atuando no lado direito do ataque
argentino, trazendo problemas para Beausejour que começou a partida na ala
esquerda, uma vez que Díaz recuado atuou praticamente como um terceiro zagueiro
na equipe de Sampaoli, para auxiliar Beausejour o zagueiro Gary Medel atuou no
lado esquerdo de defesa deixando o estreante na competição Francisco Silva no lado
direito.
Quando detinha a posse de bola era perceptível a variação de esquema do Chile, Díaz assumia a função de volante deixando a função de líbero.
Aos 8 minutos após boa movimentação chilena Valdívia de
frente para o gol abdicou do chute, preferiu o passe para Vargas e perdeu
grande oportunidade.
O Chile também optou por adiantar a marcação e pressionar a
saída de jogo da Argentina.
Aos 10 minutos Aléxis Sanchez arriscou a bola sobrou e Vidal
dentro da área finalizou obrigando Romero a fazer grande defesa.
O jogo era muito estudado por ambas as equipes, com toda
disposição tática e todos os cuidados tomados era nítido que os comandantes
Jorge Sampaoli e Tata Martino foram detalhistas na preparação das equipes para
o duelo decisivo.
Bravo salvou o Chile aos 20 minutos após cobrança de falta
de Messi e cabeceio de Agüero.
A Argentina perdeu um de seus principais jogadores ainda na
primeira etapa, Dí Maria saiu lesionado aos 28 minutos após sentir lesão
muscular, Lavezzi foi para o jogo.
A primeira etapa foi de muito jogo entre as intermediárias,
mas poucas infiltrações e consequentemente raras chances de gol.
O Chile estava longe de apresentar o bom futebol que vinha
demonstrando, o nervosismo do jogo decisivo fazia com que os erros de passe e
as saídas de jogo equivocadas aparecessem com maior frequência.
Vidal, Aránguiz e Valdívia não estavam sintonizados como de
costume e paravam na marcação de Mascherano e Biglia, na frente Sanchez e
Vargas pouco inspirados não ameaçavam a zaga.
O jogo foi tão disputado que por várias vezes Messi aparecia
no campo defensivo ajudando na marcação e tentando recuperar a bola para a
Argentina.
Já no fim da primeira etapa, aos 46 minutos mais uma vez
brilhou a estrela do goleiro chileno Bravo, após boa jogada de Pastore que
rolou para Lavezzi livre bater e obrigar o arqueiro chileno a fazer uma bela
defesa.
A segunda etapa começou com o Chile tentando o gol logo no
inicio, antes mesmo do primeiro minuto Vidal cabeceou para a defesa de Romero.
A partida seguia muito equilibrada, a seleção chilena
mantinha seu esquema com três zagueiros e a Argentina continuou marcando a
saída de bola chilena e complicando a vida dos anfitriões.
Enquanto no campo o equilíbrio predominava, nas
arquibancadas a torcida de La Roja dava um show a parte, com muitas bandeiras e
entoando o hino do Chile e outros cantos o Estádio Nacional de Santiago
praticamente jogava junto com a seleção vermelha.
O segundo tempo era de muitos erros de passe, muitas
tentativas de lançamento e o insistente 0 a 0 no placar.
Tata Martino insatisfeito com o rendimento ofensivo de sua
equipe mandou a campo Gonzalo Higuaín aos 28 minutos, no lugar de Agüero.
Jorge Sampaoli respondeu mandando a campo Matías Fernandez
na vaga do apagado Valdívia e ganhou mais velocidade e intensidade com a substituição.
O Chile ficava com a posse de bola, mas não conseguia pressionar a Argentina, a equipe chilena alçava muitas bolas para a
área e sem nenhum centroavante efetivo
facilitava a vida de Demichelis e Otamendi.
Com 35 minutos Martino fez sua última mudança, Banega na
vaga de Pastore.
Um minuto depois Alexis Sánchez perdeu a melhor chance do
jogo, após um primoroso passe de Aránguiz, o camisa 7 de primeira dentro da
área colocou pra fora causando furor na
torcida e levando Sampaoli ao desespero na casamata.
O Chile começou a tomar conta do jogo enquanto a Argentina
espreitava um contragolpe para decidir e a tensão pairava sobre o
estádio.
Com 44 minutos o atrapalhado zagueiro Silva agarrou Rojo na
área e contou com a sorte do árbitro não apitar um pênalti claro.
No minuto final, aos 47 já nos acréscimos Higuaín perdeu o
gol do título, após belo contragolpe orquestrado por Messi.
Fim do tempo regulamentar e a prorrogação se fazia presente
para talvez definir o campeão.
Nos 90 minutos o equilíbrio se fez presente, talvez o Chile
merecesse sorte melhor uma vez que procurou mais o gol ,mas a ausência de um
camisa 9 legítimo fez com que La Roja não atingisse seu feito, já a Argentina
não fez uma boa apresentação mas postou-se bem defensivamente portanto o empate acabou sendo um placar
justo.
Apenas no primeiro tempo da prorrogação que Jorge Sampaoli
fez sua segunda alteração, Henríquez entrou para a saída de Eduardo Vargas.
O Chile seguia tocando bem a bola e mantendo a posse da
mesma, mas faltava profundidade e o
risco do contra-ataque era iminente.
O terror chileno aparecia quando a Argentina tinha a bola
parada a seu favor.
No fim da primeira parte da prorrogação após um lance
bisonho de Mascherano que furou em bola Sanchez isolou e perdeu outra chance de
abrir o placar.
O cansaço e a tensão tornavam-se rivais de ambas as
seleções, o jogo seguia indefinido e a pressão sobre os jogadores só aumentava.
O segundo tempo da prorrogação seguiu a tônica de todo o
jogo, o Chile criando, mas não efetivando e a Argentina marcando muito e
arriscando-se apenas no contragolpe.
O drama estava completo, decisão na marca da cal, os
pênaltis decidiriam se o Chile chegaria a sua primeira conquista de Copa
América ou se a Argentina chegaria a um título após 22 anos na fila.
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| "A união chilena em busca do título." (Foto:@ESPNagora/https://twitter.com/ESPNagora) |
Matías Fernández abriu a contagem e marcou pro Chile;
Messi empatou para Argentina;
Vidal assustou, mas marcou;
Higuaín isolou!
Aránguiz guardou.
Banega parou em Bravo.
Sánchez cobrou de cavadinha e definiu... Depois de 99 anos o povo chileno pode enfim
gritar para o mundo ouvir: CHILE CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA !
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| "Os 11 titulares da final ." (Foto:https://twitter.com/CA2015) |
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| "Taça na mão e festa completa no Chile." (Foto:@ChampionsLeague) |
Assista as cobranças de pênalti:




Eu como FANÁTICO pelo estilo de jogo do Jorge Sampaoli desde os tempos da Universidad de Chile (no qual sou torcedor) em 2011, vi que para ele "nada é impossível". O estilo de jogo dele, mantendo a posse de bola, e tendo o controle de jogo contra qualquer adversário (sem retranca), só prova o quanto o Chile tem totais condições de buscar títulos maiores. Ganhamos a Copa América de 2015 com a zaga baixa e sem a presença do Gonzalo Jara nos dois últimos jogos (ele foi punido corretamente após atitude anti-desportiva no jogo contra o Uruguai) e até 2018 muitos zagueiros desta competição não estarão na Rússia em 2018. Graças a esta geração linda de craques como o goleiro Claudio BRAVO, o zagueiro Gary MEDEL, o lateral Maurício ISLA, os meias Charles ARÁNGUIZ, Marcelo DÍAZ, Jorge VALDÍVIA e Arturo VIDAL, além dos atacantes Eduardo VARGAS e Aléxis SÁNCHEZ. Todos os jogadores treinados pelo técnico melhor da América chamado JORGE SAMPAOLI! GRANDE CHILE! CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA 2015! RUMOS AOS GRANDES ÊXITOS! <3
ResponderExcluirPerfeita análise Fernando! Obrigado por conferir nosso site e deixar seu comentário, sobre Sampaoli assim como você sou um profundo admirador do trabalho de Jorge, acredito que esse título chileno tem a cara dele.
ExcluirComo você mesmo disse, rumo aos grandes êxitos.
Obrigado e forte abraço!