Estamos prestes a iniciar mais uma temporada no futebol brasileiro, mais um ano de Estaduais, a novata Primeira Liga, Libertadores pra alguns, Brasileirão nas mais diversas séries pra outros, Copa do Brasil, Olimpíadas, Eliminatórias, Sul-Americana, Recopa, Mundial, um ano de muita bola rolando nos gramados de todo país.
Mais um ano em que percorreremos a linha tênue entre a felicidade indescritível de uma vitória na casa do rival e uma eliminação inesperada diante de toda sua torcida, coisas que só apaixonados pelo futebol conseguem vivenciar e externar as emoções que o jogo proporciona.
Uma temporada como todas as outras, com todas as dificuldades dos certames brasileiros, um calendário apertado, arbitragens questionáveis, muitas partidas ruins, alternando entre estádios lotados e jogos emocionantes , estádios entregue às moscas e jogos sonolentos.
Óbvio que a parte tática, as variações de esquemas, conceitos, investimentos, as aplicações táticas, modernizações e aprimoramentos também interferem no jogo, bons trabalhos, profissionais atualizados, gestões competentes tendem a obter sucesso no decorrer do ano.
Mas ao mesmo tempo é impossível prever quem serão os agraciados com títulos e os predestinados a sofrer em 2016, futebol não é uma ciência exata, nos arriscamos, opinamos, apostamos, “vendemos teses” que em uma fração de segundos se esvaziam naquele gol contra inesperado, naquele passe magistral que destrói um sistema defensivo, naquele “Inacreditável Futebol Clube” ou na tarde iluminada daquele camisa 9 que pedirá música no Fantástico.
Muitos dirão que não é só futebol, contesto, prefiro dizer que sim, É SÓ FUTEBOL, porque pra nós, amantes desse esporte, futebol é muito mais que 11 pra cada lado e uma bola, futebol rompe barreiras, transcende limites, futebol provoca, questiona, instiga, une, separa, estressa, acalma, alegra, entristece, etc.
Futebol faz um menino lá no Iraque, em meio a uma guerra devastadora improvisar com uma sacola uma camisa de Lionel Messi, futebol não precisa ser equiparado ou comparado com qualquer outra coisa pra nos mostrar o quão emocionante foi a vitória do desacreditado e desconhecido Wendell Lira no prêmio Puskas, futebol leva o mais frio às lágrimas naquele gol aos 49 do segundo tempo, faz o ateu rezar na hora do pênalti, faz o filho consolar o pai na derrota, futebol faz o impossível tornar-se possível em um piscar de olhos.
Associo a palavra “futebol” a essa mistura de sentimentos e emoções, a essa atmosfera inigualável que esse esporte cria;
É raso demais resumir aqui, o quanto o futebol traduz, é mais do que um jogo, é mais do que um resultado, é mais do que um clube, vai além, muito além do que consigo imaginar e transcrever aqui.
Enfim,vem aí mais uma temporada de alegrias e frustrações, de momentos memoráveis e outros nem tanto, é só futebol sim, na sua mais ampla definição, e pelo futebol uma boa temporada de 2016 para nós todos, ou não....
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| "Que 2016 nos reserve mais imagens marcantes como essas." Foto: Montagem |
Por: Jonas Almeida

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