O que esperar de um garoto de apenas 6 anos, miúdo e quase
imperceptível no meio de tantos grandalhões? O tempo pôde responder essa
pergunta da melhor maneira possível. Foi assim que começou a carreira de um dos
maiores gênios que o futebol mundial já viu. Isso mesmo, apenas aos 6 anos já
se podia notar que aquele pequeno era diferente dos demais.
Nascido em Belo Horizonte no dia 25 de Janeiro do ano de
1947, Eduardo Gonçalves Andrade começou a carreira de jogador no Associação
Esportiva Industriários e logo seguiu para o América-MG, atuando pelo juvenil
da equipe alviverde mineira. Mas quem é esse tal Eduardo que veio a se tornar
um ícone do futebol mundial? Por ser pequeno e o mais novo, na época em que
atuava pelo Associação, Eduardo ganhou o apelido de Tostão. Se a moeda da época
era desvalorizada, o pequeno Tostão mostrou ao mundo que era muito mais valioso
do que podiam imaginar.
Tostão chegou ao Cruzeiro com apenas 16 anos e já mostrou
que a investida do time azul para o contratar valeria muito a pena. Atuou pela
raposa entre 1964 e 1972 e se destacou com jogadas geniais e muitos gols. Levou
o time azul a conquistar o penta campeonato mineiro (1965/1969) e juntamente
com Dirceu Lopes e Piazza levou a esquadra azul a conquistar a Taça Brasil de
1966 batendo o tão temido Santos de Pelé e cia com duas vitórias.
O pequeno garoto era tão gênio que antes dos 20 anos de
idade já disputara uma copa do mundo e já era uma presença constante na seleção
brasileira. Não era só a genialidade nos passes e nas jogadas para servir aos
companheiros que faziam de tostão um dos melhores de sua época, o jogador era
presença marcante na artilharias dos campeonatos, marcou incríveis 105 tentos
em 6 edições seguidas do Campeonato Mineiro, sendo recordista até os dias
atuais.
Apesar da carreira ter terminado bem cedo, Tostão deixou um
legado no Cruzeiro que nunca vai ser apagado. Seus passes, seus gols, sua
inteligência fora do comum o tornaram um Guerreiro Imortal e o colocaram como
um dos maiores jogadores que já defendeu a camisa azul. Eu particularmente não
o vi jogar, mas ouvi falar tão bem desse cara que me interessei em saber mais
sobre ele. Queria ter o prazer de algum dia poder conversar com ele e saber
como aquele garoto miúdo, franzino se sente hoje ao saber que é uma lenda viva
do futebol brasileiro e um ídolo eterno da China Azul...
Quem sabe um dia a vida me proporcione essa conquista!
Saudações!
Joel Júnio
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