| Foto reprodução: Internet |
O ataque que passava por momentos ruins, começou a funcionar, a defesa que se demonstrava insegura, passou a ganhar confiança.
Os "contra-ataques de vídeo game" aliado ao excelente desempenho jogando na Vila Belmiro, fez com que o Santos enchesse os olhos dos amantes do futebol e fosse colocado, ao lado do Corinthians, como o melhor time do país.
Tudo parecia estar perfeito, até que veio a derrota na segunda partida da final da Copa do Brasil. A perda de um título nacional e, da vaga para a competição mais desejada do continente, sem dúvidas, acaba com os planos e meche com a cabeça de qualquer técnico de futebol. O impacto que um vice campeonato causa em um clube de futebol é imenso e por conta disso alguns treinadores encontram mais dificuldades e muitas vezes não conseguem dar continuidade ao bom trabalho que era feito antes de perder uma final.
Um dos maiores desafios que um técnico de futebol tem, é conseguir recuperar a parte psicológica de seus atletas após uma derrota tão amarga. A queda de desempenho técnico que ocorre nos times que perdem a partida mais valiosa de um campeonato está completamente ligada ao impacto que a derrota causa na parte psicológica dos jogadores e é isso que torna á recuperação de um time após ser derrotado em uma final tão complicada.
Manter o plano de jogo que fez com que o time chegasse na final, é a saída mais usada por grande parte dos treinadores, não por Dorival Júnior. A saída de dois jogadores que atuavam na mesma faixa do campo (Geuvânio e Marquinhos Gabriel), fez com que o técnico do Peixe, repensasse o plano de jogo do alvinegro.
Sai o time dos contra-ataques, entra o time da posse de bola
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| 4-2-3-1 esquema tático base utilizado por Dorival neste inicio de temporada |
Nas últimas partidas, isto tem se tornado evidente e os scouts dos jogos desse ano, não nos deixa mentir. Na partida contra o Novorizontino, por exemplo, o Santos teve 60% de posse de bola, no clássico contra o Palmeiras mesmo jogando fora de casa a posse de bola santista chegou 62%, na partida diante da Ferroviária a posse voltou á casa dos 60% no confronto, fora de casa, contra o Capivariano a posse de bola do Alvinegro chegou á 64% e na última partida, contra Audax, um time que tem características semelhantes, no segundo tempo a posse chegou á 62%.
Além da perda de importantes jogadores do ataque, o aumento da vulnerabilidade do sistema defensivo com a contusão do zagueiro David Braz e o pouco poder de marcação dos volantes/laterais podem ser alguns dos motivos que fez com que treinador repensasse o plano de jogo do Peixe.
Estamos apenas no começo da temporada, é cedo para julgarmos essa mudança imposta pelo Dorival, mas não se pode negar que o volume de jogo e o repertório de
jogadas do Santos aumentou consideravelmente e hoje temos um time mais insinuante.
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