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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Algumas coisas sobre o Derby que ninguém contou pra você


O maior clássico do mundo, uma rivalidade que ultrapassa as barreiras do imaginário, duas torcidas apaixonadas e uma história espetacular. Corinthians e Palmeiras se enfrentarão neste domingo (3) no templo sagrado do futebol, o Pacaembu. Palco onde as duas equipes já se enfrentaram em diversas vezes.

Há um enorme tabu. O Palmeiras não ganha do Corinthians no Pacaembu desde 1995. E era para ser mantido isso por muito tempo, pois os dois times não jogam mais lá... Mas devido há diversas intervenções no Allianz Parque teremos muitos Derby’s no Pacaembu pelo visto.
Homenagem ao Doutor Sócrates no ultimo jogo do Brasileirão de 2011. Fonte: Lance 
Há diversas hipóteses sobre o início dessa rivalidade, porém o que leva este clássico a ter a importância que sempre teve são dois fatores.

Embora muitos historiadores palmeirenses negarem, um dos motivos dessa história de ódio foi que um grupo de italianos que saiu do Corinthians e foi ajudar na formação do Palestra Itália em 1914. Em 1915, quando houve uma das maiores rasteiras da história do futebol (Comento sobre isso neste texto), muitos jogadores do Corinthians foram “obrigados” a defender outros clubes inclusive dando uma força para consolidação do Palestra. Segundo registros históricos não oficiais, o Corinthians nunca perdoou os “traidores” (aqueles que nessa bagunça de 1914/1915 não voltaram para o Time do Povo), dando origem a um sentimento que só os Corintianos e Palmeirenses sabem explicar.

Outro motivo importante foi a luta de classes. Nesse período histórico que estamos comentando foi a época em que mais se houve imigração dos italianos para o Brasil, os mais humildes se familiarizaram com o Corinthians que eram os italianos plebeus. Já os italianos "elitistas" escolheram o Palestra.

Uns dizem que é lenda, mas essa história é sensacional, a famosa “Canja do Porco” é mais um conto que faz do clássico diferente de todos os outros no futebol.

Em 1918, antes de uma partida, os jogadores do Palestra compraram um osso e atiraram na vidraça da pensão onde a delegação corintiana almoçava. Nele havia um bilhete com a seguinte frase: “O Corinthians é canja pro Palestra”. No jogo, o Palestra chegou a estar na frente duas vezes, mas cedeu o empate, por 3 a 3. O Corinthians acabou conquistando o título daquele ano. 
Contagiado pela infelicidade do seu maior rival, o osso foi guardado na galeria de troféus do Timão, completando a frase tão petulante, escrita pelos adversários, servindo como resposta e acendendo a faísca deste grande encontro de clubes: “O Palestra é osso duro de roer... Mas com ele fizemos uma boa canja.


O osso que nunca cozinhou, uma lembrança da supremacia alvinegra no derby. Fonte: Desconhecido
Um fato que poucas pessoas sabem é que em 1969, dois jogadores do Timão numa infelicidade faleceram e o clube teve de pedir para a Federação Paulista a inscrição de mais dois atletas para a continuidade do campeonato. Somente o presidente do Palmeiras, Delfino Facchina, votou contra. O que motivou o presidente do Corinthians, Wadih Helu, a chamar os palmeirenses de "porcos" devido sua atitude. Foi a senha para a torcida do Corinthians. Para protestar contra a “sujeira” palmeirense, a Fiel soltou um porco no Morumbi e gritou em provocação “dá-lhe porco”. Em 1986, a torcida do Palmeiras acabou aceitando a provocação e tornou o porco como símbolo, “mascote” e coro da equipe.

Na história do derby mesmo diante de tanto ódio, de tanta rivalidade enraizada, os dois times já tiveram que se unir por diversas vezes. Inclusive, uma delas para salvar o São Paulo FC de uma falência. O famoso "Jogo das Barricas".

A batalha em campo, por sua vez, continua da mesma forma. Jogo sempre muito pegado, muitas faltas, cartões e provocações. Fora das quatro linhas sempre foi um clássico que deixa os nervos acirrados, deixa torcedores e jogadores ansiosos dias antes da partida.

No confronto geral, realmente, devemos reconhecer que não estamos na frente. São 120 vitórias para o Corinthians, 107 empates e 122 derrotas. Mas se tomássemos os números a partir do momento em que o rival mudou de nome, em 1942, veríamos ampla vantagem do Coringão. (Imaginem o quão freguês o São Paulo seria se contássemos todos os jogos antes de se tornar São Paulo...)

Também possuímos os quatro principais goleadores: Claudio (21 gols), Baltazar (20 gols), Luizinho (19 gols) e Teleco (15 gols).

Sempre bom lembrar que em 1942, data de refundação compulsória do rival, disputamos cinco vezes o Derby. Em 28/3, vencemos por 4 a 1. Em 27/5, por 4 a 1 novamente. Em 28/6, empatamos em 1 a 1. Em 15/7, vencemos por 4 a 2. E em 4/10, vencemos por 3 a 1.
Romarinho fazendo iso. Fonte:Gazeta Press
As maiores glórias do rival sobre o Timão foram nos pênaltis, ou seja, após resultados iguais. E isso é razão de vida para eles. Não estou desmerecendo, muito pelo contrário, apenas falando-se verdade.

E é o maior clássico do Brasil incontestavelmente, as duas torcidas nunca se uniram para dar risada de uma situação adversa de um clube gaúcho. Coisa que é fácil de se ver quando as torcidas gaúchas intituladas a maior rivalidade do Brasil se unem para torcer contra o Corinthians.

A história não acabou, vem muita coisa pela frente. Ainda mais para este que é o maior clássico do Brasil, perto de completar seu centenário. E o Corinthians precisa de 3 vitórias para virar esse retrospecto negativo.

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