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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Onde foi parar teu futebol, Grêmio?

Marco Rubén, autor do gol da partida. (Crédito da foto: AP)
Decepção. Esse é o sentimento do torcedor gremista nesta última semana! Mesmo depois da eliminação no Gauchão para o Juventude, a atuação do time dava esperança que pudesse ter um final mais feliz na Libertadores, mas não foi assim que se encerrou a quarta-feira (27).

Um time irreconhecível, que não conseguia trocar três passes no campo do adversário. Esse foi o Grêmio que entrou em campo contra o Rosário Central. Parecia que os argentinos é que eram os mandantes da partida em determinados momentos. Um time entrosado, rápido e experiente, contra um Grêmio que não demonstrou nenhuma das características tão exaltadas sob o comando de Roger. Se é verdade que ainda existe o jogo de volta e que uma vitória de apenas um gol não é irreversível, é verdade também que, reverter na Argentina, contra um time catimbeiro e qualificado, será quase impossível.
Chegou a hora de confirmar o apelido de “Imortal”, ou esquecê-lo e entender que o futebol exige muito mais.

Está institucionalizada a avenida nas costas do Marcelo Oliveira. Bressan, atrapalhado como sempre... O gol foi nas costas dele. Talvez a única definição aplicável para o Grêmio que vimos esta semana seja aquele velho ditado: O que começa errado, termina errado! O planejamento mostra, à cada jogo, que justamente o que não temos é planejamento.

Depois de um jogo relativamente tranquilo contra o Toluca, não há explicação para um time quase reserva contra o Juventude. O resultado disso foi que, domingo, quando poderia ter poupado alguns titulares em casa, quem sabe depois de uma vitória na serra, jogou-se a vida. Vida essa que chegou ao fim no Campeonato Gaúcho e, possivelmente, na Libertadores também, além de esgotar fisicamente os jogadores.

É revoltante o que está sendo feito, mas não podemos desistir! Enquanto houver o jogo da volta teremos esperança e, quem sabe, a tal “imortalidade” não se manifeste na argentina. Só nos resta esperar que atitudes sejam tomadas e as coisas mudem, ou novamente passaremos mais um ano sem um título.

Fonte: google images

Primeiro tempo:
Apesar das rápidas trocas de passes, e envolver o tricolor no inicio de jogo, a primeira oportunidade de gol foi gremista e veio com Miller Bolaños. Aos 11 minutos, o equatoriano recebeu lançamento e driblou o goleiro, mas cercado pela defesa argentina, ficou sem ângulo para chutar e acabou saindo com bola e tudo.

Quem não faz, leva! Aos 13 minutos, Marco Ruben aproveitou a confusão, da sempre confusa bola aérea defensiva do Grêmio, e chutou no canto esquerdo de Marcelo Grohe que não conseguiu impedir o gol.

Desorganizado em campo e envolvido pela catimba dos argentinos, o Grêmio só conseguiu levar perigo ao adversário em escanteio cobrado por Douglas, Miller Bolaños aproveitou a sobra e, na risca da pequena área, chutou por cima da meta de Sosa. O Rosário ainda mandou uma bola travessão aos 43, para coroar um primeiro tempo desastroso.

Segundo tempo:
Sem sucesso nas tentativas de pressionar o time adversário, as iniciativas tricolores foram facilmente neutralizadas pelo time argentino. Roger tentou mudar a proposta de jogo colocando o garoto Everton no lugar de Maicon, deslocando Giuliano para a segunda função do meio campo.

A modificação não deu resultado e Bobô entrou no lugar de Bolaños para tentar dar mais vigor física e alternativa de bola aérea. Foi assim que ele perdeu a única chance de gol do Grêmio no segundo tempo. Aos 34, Lincoln, que entrou no lugar de Douglas, cruzou para a área e o centroavante gremista cabeceou fraco, nas costas do zagueiro, e a bola ficou tranquila para o goleiro Sosa defender.

Com a derrota, o tricolor precisa vencer e marcar, pelo menos, dois gols na partida fora de casa para se classificar diretamente para a próxima fase. O empate classifica os argentinos. A vitória de 1x0 leva a decisão para os pênaltis.

Ficha técnica:
Grêmio: Marcelo Grohe; Ramiro, Fred, Bressan e Marcelo Oliveira; Wallace, Maicon (Everton), Giuliano, Douglas (Lincoln) e Luan; Miller Bolaños (Bobô)
Técnico: Roger Machado

Rosario Central: Sosa; Salazar, Burgos, Donati e Pínola; Montoya, Musto, Jose Fernández e Cervi (Gil Romero); Herrera e Marco Rubén (Lo Celso)
Técnico: Eduardo Coudet


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