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| Foto: Getty Images |
Foi um final de semana perfeito
para Daniel Ricciardo, mas não sem drama e complicações. O australiano da RBR
venceu, aliás foi o mais rápido em todas as sessões no principado de Mônaco,
mas a vitória não veio fácil. Por mais de 50 voltas ele teve que lidar com uma
perda de potência do motor e ainda segurar Sebastian Vettel, que o pressionou quase
até o fim da corrida, mas terminou setes segundos atrás de Ricciardo. Para
Daniel foi a vitória que deveria ter vindo em 2016, não fosse um erro de estratégia
da equipe que o deixou em segundo lugar no pódio.
Em entrevista após a corrida, o
piloto revelou que quando percebeu o problema e recebeu o relato do engenheiro
que não haveria melhoras, quis fechar os olhos e chorar. A perda de potência
fez com que o australiano trabalhasse somente com seis das oito marchas do
carro. O problema ainda afetou os freios do carro, que esquentaram muito acima
do normal, levando a equipe a pensar em pedir para Daniel parar o carro. Ao
final, o chefão Christian Horner foi só elogios, comparando o feito do comandado
ao de Schumacher em 1995, quando o alemão venceu o GP de Barcelona usando
apenas cinco das sete marchas disponíveis na época.
Ainda falando da RBR, Max
Verstappen perdeu qualquer chance de vitória ainda no terceiro treino livre,
quando bateu o carro, de maneira muito similar a batida de 2016. Os estragos
foram extensos e o holandês ficou de fora do classificatório e largou no
último lugar do grid. Com ultrapassagens bem executadas, terminou em nono
lugar, assegurando dois carros na zona de pontuação para a equipe austríaca.
Já na Ferrari, Sebastian Vettel
tentou ultrapassar Ricciardo ainda na largada, mas não conseguiu. Colocou
pressão quando foi avisado de que o rival australiano estava perdendo potência,
chegou a ficar 0,4s atrás, mas a pista de Mônaco tem poucos pontos de
ultrapassagem, e nas zonas de DRS o alemão nunca esteve perto o suficiente para
abrir a asa e tentar a ultrapassagem. No final da corrida o alemão teve que
controlar os danos aos pneus e terminou em segundo. Kimi Raikkonen pouco
apareceu, não teve um grande desempenho e terminou em quarto.
O mesmo vale para Valteri Bottas,
que terminou num tímido quinto lugar, apesar de ter sido mais rápido que os
rivais a frente durante boa parte da corrida. Lewis Hamilton fez o que pode com
seu W09, que sofreu com as temperaturas dos pneus, o britânico chegou inclusive
a pedir para a equipe para parar uma segunda vez, mas a Mercedes o manteve na
pista.
A corrida, classificada por muitos
como entediante pela falta de ultrapassagens, ainda teve o abandono de Alonso
na 52ª volta com problemas de câmbio, e a batida de Charles Leclerc, que perdeu
o freio da Sauber na saída do túnel e acertou a traseira da Toro Rosso de
Brendon Hartley.
Com a vitória, Daniel Ricciardo
pula para a terceira colocação no mundial, com 72 pontos. Lewis Hamilton se
manteve em primeiro com 110 pontos, Sebastian Vettel segue em segundo com 96
pontos. Valteri Bottas é quarto com 68 pontos e Kimi Raikkonen é quinto com 60
pontos.
A Fórmula 1 volta no dia oito de Junho com os primeiros treinos
livres do GP do Canadá.
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| Foto: Lat Images |


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