O
Futebol evolui, evolui e evolui, mas o fator determinante é o mesmo: a Raça, a
vontade, ou como se diz atualmente: a Intensidade.
![]() |
| Foto: Ricardo Moreira/Fotarena/Agencia O Globo. |
Acompanhando o campeonato
brasileiro, que ó mais próximo, fica claro que a intensidade é o fator principal
dos times de sucesso. O Campeão com sobras Flamengo, Santos, Athlético e Grêmio
comprovam isso de forma claríssima. Na Europa isso também fica claro, o
Liverpool de Klopp é um ótimo time, com ótimos jogadores, mas certeza que se
não fosse a intensidade imposta em todas as partidas pela equipe, não seria
considerada hoje a melhor equipe do Mundo. Não é um elenco mais incrível que
todos se comparado a Barcelona, Real Madrid, Juventus, City, PSG, mas com
certeza é um time que joga melhor, que não depende de um ou outro para obter
êxito, que é intensa nos 90 minutos independente de quem joga ou não ou com
quem joga.
O fator tático evoluiu
demasiadamente nesse século no futebol em todo mundo (no Brasil a passos
curtos), Guardiola com o Barcelona revolucionário do toque de bola, domínio de
jogo e marcação alta. O Real Madrid de Zidane e o Liverpool de Klopp com a
atual marcação alta, pressão intensa após a perda da bola e com um jogo
extremamente verticalizado e objetivo. A Inter de Mourinho com seu 4-2-3-1
perfeitamente compactado e letal. A exemplo brasileiro, o recente Flamengo de
Jorge Jesus muito sedento por gols, objetivo, de pressão a todo tempo. Mas
mesmo com todos esses estilos, a semelhança mais latente entre todos é a
vontade, a intensidade que cada técnico consegue extrair de seus jogadores.
Indo na contramão agora, acho que um
exemplo claro é o Palmeiras do desempregado Mano Menezes, uma ótima equipe, com
peças e mais peças de qualidade do gol ao ataque (ataque nem tanto, vide Borja
e Deyverson que só Deus na causa), mas que não é intensa, que joga com
preguiça, apático, principalmente após perceber que o título não sairia das
mãos rubro-negras.
Agora uma crítica a grande parte dos
técnicos brasileiros: Não é necessária uma equipe espetacular e acima da média
para ser intenso e jogar com vontade. Para exemplificar usarei o Fortaleza de
Rogério Ceni que atingiu seus objetivos na temporada. Uma equipe extremamente
limitada, com pouquíssimas peças de qualidade, mas que dentro de sua proposta
de jogo, é muito intenso. E quebra um paradigma de que para ser intenso precisa
jogar sempre pra frente e pressionando, pois, é uma equipe que entende suas
limitações, joga no contra-ataque, mas que, adepta desse modelo de jogo, não
falta vontade e intensidade quando vai ao ataque ou para se defender na sua
marcação baixa.
Haverá divergências de opiniões
quanto aos exemplos citados nesse texto, mas fica claro que qualquer que for os
objetivos e o elenco disponível, o futebol moderno exige intensidade e vontade
além do fator tático para se ter sucesso. E de brinde, as equipes que conseguem
implantar isso em seu jogo, ganham o coração e apoio do seu torcedor mais
fácil, porquê vamos ser sinceros, nada pior que ver seu time seu time apático e
sem raça, e quase tão bom quanto um gol, é ver seu jogador dando um carrinho e
vibrando como se tivesse marcado o gol da vitória.
![]() |
| Foto: Paul Child/Reuters. |
Por:
Wendel Ortolan
Instagram:
@wendelortolan


Nenhum comentário:
Postar um comentário