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terça-feira, 7 de julho de 2015

O Adeus sem brilho de Jô

(Foto: Reprodução/Internet)

Sem muita cerimônia o Atlético Mineiro se despediu, na última semana, de Jô. O artilheiro acertou, por três temporadas, sua transferência para o Al-Shabab, dos Emirados Árabes. O valor negociado foi nada mais, nada menos que a “bagatela” de 2,8 Milhões de euros!

Jô, fez do Galo um alicerce sólido para sua carreira profissional e escreveu uma história brilhante, que certamente não será esquecido da memória do torcedor Alvinegro.  Foram 127 jogos e 38 gols marcados. Um importante protagonista da conquista da Libertadores em 2013 e o artilheiro da competição com 7 gols. Conquistou em seguida a Recopa Sulamericana, a Copa do Brasil, em 2014, e dois Campeonatos Mineiros. Jô também passou pela Seleção Brasileira – porém sem muito brilho. Mas como toda moeda tem dois lados, o atacante também sofreu grandes críticas por causa de atos de indisciplina. Teve muitos problemas e foi afastado do grupo no ano passado. No começo deste ano foi reintegrado e mesmo de volta ao time, ficou afastado dos gramados por 31 jogos, somando mais de um ano sem marcar. 

Presenciamos agora mais um campeão indo embora. A torcida agradece. Mas não lamentará sua ausência, pois há muito tempo o torcedor vem comemorando gols de Lucas Pratto e mais recentemente de Tiago Ribeiro. Quem realmente sentirá falta de Jô, será o futebol brasileiro.

Mas acredite caro leitor, pior seria perder Lucas Pratto, perder jogadores como Dátolo, Carlos, perder Giovani Augusto, Patrick ou Tiago Ribeiro. Pior mesmo é não ter Marcos Rocha e Luan.

(Foto: Reprodução/Internet) 

O Atlético vendeu Jô e não sente falta... Estamos bem – no topo da tabela – com um futebol rápido, determinado e marcante. Admito: Sentiremos falta do carisma do artilheiro, dos abraços calorosos em Ronaldinho Gaúcho, do famoso quarteto “BRT” formado com os ex-jogadores do Galo, Bernard, R10 e Tardelli. Assumo: Restam poucos jogadores que fizeram história no Galo... Mas, vale lembrar, caro amigo, que não dependemos de um nome para continuar a caminhada – o Atlético tem seu próprio combustível e nesta fórmula, muitos por cento partem da torcida. Essa massa maravilhosa que dá o gás e o incentivo necessário para ir mais além. 

Espero que Jô se reencontre no Futebol dos Emirados – como se encontrou em 2013 no nosso Atlético. Não sei se haverá um R10... Ou um Bernard, ou Um Tardelli para colar na cara do gol e “servir de bandeja” golaços tão bonitos quanto vimos por aqui - Até porque sabemos que o futebol nos Emirados Árabes é tecnicamente inferior - Mas acredite Jô, suas chances são maiores – ainda mais por ser canhoto. Obrigada memorável camisa 7 por compartilhar e comungar sua vida conosco. Torcemos por você! Torcemos por seu futebol!

No mais Força e fé – porque amanhã, 08/07, temos a 12ª Rodada do Brasileiro, o Galo em Campo contra o Sport, no nosso salão de Festas, também conhecido como Mineirão, segurando a liderança. Vamos Galo!


Saudações Atleticanas. 
Mila Dutra


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