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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Guerreiros Imortais: Vamos comemorar, porque o chute foi do Elivélton!

Alô nação celeste e amantes de futebol de plantão, hoje é dia de falar de um jogador que sabe como poucos o caminho para ganhar títulos. O craque da vez, é Elivélton Alves Rufino, Sim, o Elivélton, o pé quente! Ele que Teve muitos feitos marcantes ao longo de sua carreira, e nós cruzeirenses, somos a maior prova disso. Afinal, como esquecer daquele gol da final da libertadores de 1997, contra o Sporting Cristal?!

Nascido no dia 31 de julho de 1971, na cidade de Serrania (MG), ele deu seus primeiros chutes na Esportiva de Passos. No entanto, foi realmente começar sua carreira nas categorias de base do São Paulo, clube pelo qual chegou a disputar a Taça São Paulo Junior. Com então dezenove anos, começou despontar no time profissional do tricolor paulista, e logo em seu primeiro ano como profissional, jogou uma decisão de Campeonato Brasileiro. Jogo esse, em que ele viu seu time sair derrotado para o Corinthians, mas nada que o tenha desanimado, muito pelo contrário. Ele seguiu um velho dito popular: “o que não nos mata, nos fortalece”, e como o fortaleceu viu?! Prova disso, é a vasta galeria de troféus que ele colecionou ao longo de sua carreira como jogador. Veja abaixo!


São Paulo

  • Campeonato Paulista: 1991, 1992 
  • Campeonato Brasileiro: 1991 
  • Copa Libertadores da América: 1992, 1993 
  • Copa Intercontinental: 1992.

Nagoya Grampus

  •  Campeonato Japonês: 1994

Corinthians

  • Copa do Brasil: 1995 
  • Campeonato Paulista: 1995

Palmeiras

  •  Campeonato Paulista: 1996 

Cruzeiro 

  • Copa Libertadores da América: 1997 
  • Campeonato Mineiro: 1997

Vitória-ES 

  • Campeonato Capixaba: 2006.

Passado a derrota para o “Timão”, o jogador “sortudo”, como sempre foi conhecido, seguiu sua vida futebolística com o time do São Paulo. Sendo campeão do Campeonato Paulista de 1991 (92), Brasileiro 91, Campeonato Intercontinental de 92 (Quando o São Paulo derrotou o poderoso Barcelona por 2x1), e as Libertadores 92 (93). Logo após se sagrar campeão da libertadores de 93, se transferiu para o Japão, onde defendeu o time do Nagoya Grampus por 2 anos. No entanto, ele não teve tanto sucesso na Terra do Sol Nascente, e com isso retornou ao Brasil em 1995, para jogar no Corinthians. E como não poderia ser diferente, foi campeão logo em sua chegada, sendo ele inclusive o autor do gol que deu a vitória nos acréscimos ao Corinthians contra o Palmeiras, na final do Campeonato Paulista daquele ano. Ironia ou não, o Palmeiras foi o próximo clube de Elivélton em 1996.

No que passou o tempo, chegou 1997, e com isso Elivélton recebeu a honra de vestir o manto sagrado. O jogador que trazia em sua bagagem a fama de ser pé quente, tendo ele já 2 títulos de libertadores. Chegou à Belo-Horizonte para jogar no Cruzeiro, e com isso teve a grande oportunidade de ficar marcado na história magnífica do Cruzeiro Esporte Clube. E não deu outra!! Ele vestiu a camisa azul celeste por dois anos. Não fez muitos gols, mas minha gente, foi ele que fez o gol da final da liberta de 97!!! Então, uma salva de palmas para ele, ou melhor, o Tocantins inteiro!!! Valeu Elivélton, você ficará para sempre em nossas memórias e corações.


Galvão Bueno
(“Escanteio para o Cruzeiro, vem bola na área do Sporting. Olha o capricho na cobrança, à chance atrás. Elivélton, pé direito, bateu! GOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL ééééééééééééééééééééééeéé do CRUZEIRO...... É do Brasilll!! Elivélton, aos 30 do segundo tempo, na perna que não é a boa, de pé direito. Depois da cobrança de escanteio, à bola escorregou pra ele. Ele aponta, agradece aos céus, Elivélton!! De pé direito, partiu a bomba. O goleirão deu sua colaboração, ela foi no canto direito aos 30 minutos do Cruzeiro e do Brasil. O gol do Elivélton. Um a zero Cruzeiro, explode o Mineirão, balança mais que nunca! Um para o Cruzeiro, zero pro Sporting cristal! Bota a vantagem que precisa o Cruzeiro, faz a festa da galera. Elivélton sai pro abraço, quem sabe a comemoração do gol do título, da libertadores tão sonhada vinte e um anos depois da primeira conquista em 76. Um a zero Cruzeiro, gol de Elivélton”)


No final de 1998, ele saiu do Clube celeste, e assim o ex-ponta-esquerda de Cruzeiro, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, dentre outras equipes, começou sua trajetória de "cigano" do futebol. Bom minha gente, há essa hora, muitos devem estar levantando o questionamento. Tá, mas e Seleção Brasileira? Um jogador com tantos títulos, não vestiu a amarelinha não? A verdade, é que ele vestiu sim! Elivélton, foi convocado pela primeira vez em 1991, fazendo sua estreia contra os EUA. Ele defendeu a seleção brasileira por 3 anos, sendo que nesse período vestiu a camisa canarinho por treze vezes, fazendo apenas um gol, contra Tchecoslováquia em 1991. Seu último jogo foi contra a ex-Iugoslávia em 1993. (Elivélton teve um caso curioso na Seleção Brasileira, no Pré-Olímpico de 1992, em um jogo em que o Brasil venceu por 1x0, os torcedores paraguaios começaram à arremessar pedras e outros objetos nos jogadores e comissão técnica. O ex-ponta esquerda, acabou recebendo uma pedrada na cabeça, que o fez cair no gramado, onde ficou chorando com a cabeça sangrando, até que acabou saindo desmaiado para o hospital, onde levou cinco pontos na cabeça. Muitos dizem que depois deste episódio ele nunca mais foi o mesmo).

Os mais críticos, podem dizer, “-Ahhh, ele era jogador só de time-”, “-Não servia para jogar em seleção-”. Bom, para esses tenho a dizer o seguinte: Ele vestiu a camisa do CRUZEIRO, que é, mais que um time, uma seleção! E que possuí uma das camisas mais pesadas do mundo. E com ela, ele se sagrou campeão da libertadores em 97, sendo o autor do gol do título. Então, ele sábia jogar em seleção sim!!

por Dérlei César
Twitter: @derleicesar

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