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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A paixão e a violência

Colorir as arquibancadas e agitar a torcida deveria ser parte do currículo das torcidas organizadas mas, de alguns anos para cá, a magia de torcer perdeu espaço para a guerra de ego das torcidas organizadas. Rivalidade, indignação, briga por espaço e respeito se tornaram frequentes na agenda de muitas "organizadas" pelo Brasil á fora. 


(fonte: sousaopaulofc.com.br)
Por anos, a imagem de clássicos grandiosos contra rivais tiveram um marco nada agradável sendo símbolo de atrocidades, violência e destruição de patrimônio, patrocinados pela luta entre organizadas, muitas vezes pela superioridade, respeito, ego. Conseguem com esse feito, afastar os verdadeiros torcedores do clube!

A intolerância dentro das arquibancadas não é novidade, desde a década de 90 o verdadeiro espírito do futebol sofre com o vandalismo, e as cadeiras se tornam palco de um verdadeiro espetáculo dos horrores. Botando em risco a imagem do clube, a imagem da torcida, a imagem das organizadas e o pior... a imagem do futebol tradicional.

Um caso recente desse mal, foi a briga entre Policiais Militares e a Torcida Independente (representante do São Paulo Futebol Clube) no estádio do Nogueirão em um jogo pela Copa SP de Futebol Jr onde o tricolor enfrentava o Rondonópolis-MT. No intervalo do jogo, a torcida organizada teria começado uma "manifestação" contra os polícias que não deixaram parte da torcida São Paulina entrar para assistir o jogo pela falta de capacidade do estádio. As imagens são realmente alarmantes: pais escondendo rostos de seus filhos tentando protege-los dos efeitos das bombas, idosos assustados e boa parte da torcida se retirando, com medo dessa ação brutal. 

Ano passado, o ódio entre as torcidas repercutiu quando um torcedor do Santos havia sido morto pelo torcedor do rival Palmeiras ou o caso onde um torcedor do Sport foi morto pelo arremesso de um vaso sanitário em sua cabeça durante a disputa entre Santa Cruz e Paraná pelo Campeonato Brasileiro da Série B no Estádio do Arruda, Recife em 2014.

Cenas lamentáveis entre torcidas organizadas cada dia se tornam mais comuns quando falamos em jogos clássicos, seja em qualquer lugar do Brasil, seja entre Atlético Mineiro e Cruzeiro, seja entre Internacional e Grêmio, Vasco e Flamengo, Avaí e Figueirense, onde não há a devida punição aos envolvidos, literalmente matam o brilho do futebol colocando em extinção a verdadeira finalidade do porquê ali estão. 

Já não basta termos perdido a dedicação dos jogadores profissionais, temos que perder a dedicação das torcidas "organizadas" também?! 




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