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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Olhos bem abertos na Copinha

Início de ano chegou, e com ele se renova nosso velho hábito rubro-negro de todo Janeiro: voltamos nossas atenções para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, a famosa Copinha. E o motivo disso? O de sempre, claro: a cada início de ano, nos permitimos sonhar com o surgimento e ascensão de uma nova “geração 80”, um time que, tendo saído de nossa base, basicamente nasceu, cresceu e se desenvolveu junto, alçando os mais altos voos e ganhando do Rio ao Mundo.

Zico, Andrade, Leandro, Adílio, Tita e Júnior: todos formados na base. (FOTO: Imortais do Futebol) 

E aí, vem a reflexão: Será que enfim, pelo que temos visto até agora, temos motivos REAIS para nos animar com os meninos dessa geração sub-20?

Vale citar alguns pontos de destaque. Em primeiro lugar, não se pode esquecer que o time já começou desfalcado de duas peças-chave que “subiram” em definitivo para os profissionais, o atacante Douglas Baggio e o meia Jajá (ambos que, se no time de cima não tiveram ainda grande destaque – penso eu que muito por falta de oportunidades concretas – no grupo do sub-20 são amplamente destacados e acima da média).

Além disso, é importante pesarmos o fato de que, aparentemente, estamos acompanhando uma mudança substancial no que tange ao acompanhamento e desenvolvimento da base, com a tão desejada e esperada integração entre esta categoria e o time profissional. Em especial, tem  chamado muito  a atenção o preparo que vem demonstrando nosso treinador da base,  Zé Ricardo. Muito consciente, sem inventar, time bem postado, enfim, nada do famoso “aqui é Flamengo, é só entrar e jogar que ganha”.  Parece, sinceramente, que ele tem uma sintonia-fina com o Muricy que, a médio-prazo, pode render bons frutos.

Fora esses pontos, mais algumas impressões: Impressiona a segurança que vem apresentando a zaga, nosso “useiro e vezeiro” calcanhar de Aquiles (mesmo tendo falhado feio diante do Bahia), e digo a vocês que isso deve nos animar bastante (o Flamengo precisa voltar a revelar bons zagueiros); O lateral Thiago Ennes e o meia Lucas Paquetá vêm mostrando grande personalidade e regularidade.  O atacante Felipe Vizeu tem se mostrado uma boa promessa de camisa 9 com o perfil que tanto esperamos, ou seja, um cara com presença de área, homem de referência do ataque.

Vizeu é um dos destaques da Copa São Paulo (FOTO: Divulgação/iFlamengoNews)
Bom, dito isso, vamos responder à pergunta sobre termos motivos reais para nos animar com esse time sub-20? Vejam: Nos últimos anos, em especial depois do que aconteceu com a geração que ganhou a Copinha de 2011 (na qual basicamente ninguém vingou, e hoje estão quase todos em outros times, a grande maioria sem nenhum destaque), acho que nos acostumamos a ter os pés muito no chão quando assistimos aos meninos jogarem (basta fazermos o exercício de assistir aos jogos twittando).

 Mas, de verdade, deve haver mais esperança neste ano, não por achar que somos os grandes favoritos para vencer a Copinha (até porque, sinceramente, não podemos colocar isso como prioridade em detrimento da formação de novos bons jogadores), mas por ver, como mencionei acima, que parece que caminhamos para a integração desses meninos com o profissional de uma forma estruturuda, com estratégia previamente estabelecida, enfim, com o “selo Muricy” de qualidade de trabalho. Isso, sim, eu acho que tem tudo para dar um “caldo”, startando o círculo-virtuoso que tanto queremos, onde volte a valer a máxima do “craque o Flamengo faz em casa”.

Vai que tô te vendo, Mengãozinho!


Saudações Rubro-Negras.

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