Início de ano chegou, e com ele
se renova nosso velho hábito rubro-negro de todo Janeiro: voltamos nossas
atenções para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, a famosa Copinha. E o motivo
disso? O de sempre, claro: a cada início de ano, nos permitimos sonhar com o
surgimento e ascensão de uma nova “geração 80”, um time que, tendo saído de
nossa base, basicamente nasceu, cresceu e se desenvolveu junto, alçando os mais
altos voos e ganhando do Rio ao Mundo.
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| Zico, Andrade, Leandro, Adílio, Tita e Júnior: todos formados na base. (FOTO: Imortais do Futebol) |
E aí, vem a reflexão: Será que
enfim, pelo que temos visto até agora, temos motivos REAIS para nos animar com
os meninos dessa geração sub-20?
Vale citar alguns pontos de
destaque. Em primeiro lugar, não se pode esquecer que o time já começou desfalcado
de duas peças-chave que “subiram” em definitivo para os profissionais, o
atacante Douglas Baggio e o meia Jajá (ambos que, se no time de cima não tiveram
ainda grande destaque – penso eu que muito por falta de oportunidades concretas
– no grupo do sub-20 são amplamente destacados e acima da média).
Além disso, é importante pesarmos
o fato de que, aparentemente, estamos acompanhando uma mudança substancial no
que tange ao acompanhamento e desenvolvimento da base, com a tão desejada e
esperada integração entre esta categoria e o time profissional. Em especial,
tem chamado muito a atenção o preparo que vem demonstrando nosso
treinador da base, Zé Ricardo. Muito
consciente, sem inventar, time bem postado, enfim, nada do famoso “aqui é
Flamengo, é só entrar e jogar que ganha”.
Parece, sinceramente, que ele tem uma sintonia-fina com o Muricy que, a
médio-prazo, pode render bons frutos.
Fora esses pontos, mais algumas impressões:
Impressiona a segurança que vem apresentando a zaga, nosso “useiro e vezeiro” calcanhar
de Aquiles (mesmo tendo falhado feio diante do Bahia), e digo a vocês que isso
deve nos animar bastante (o Flamengo precisa voltar a revelar bons zagueiros);
O lateral Thiago Ennes e o meia Lucas Paquetá vêm mostrando grande personalidade
e regularidade. O atacante Felipe Vizeu
tem se mostrado uma boa promessa de camisa 9 com o perfil que tanto esperamos,
ou seja, um cara com presença de área, homem de referência do ataque.
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| Vizeu é um dos destaques da Copa São Paulo (FOTO: Divulgação/iFlamengoNews) |
Bom, dito isso, vamos responder à
pergunta sobre termos motivos reais para nos animar com esse time sub-20? Vejam:
Nos últimos anos, em especial depois do que aconteceu com a geração que ganhou
a Copinha de 2011 (na qual basicamente ninguém vingou, e hoje estão quase todos
em outros times, a grande maioria sem nenhum destaque), acho que nos
acostumamos a ter os pés muito no chão quando assistimos aos meninos jogarem
(basta fazermos o exercício de assistir aos jogos twittando).
Mas, de verdade, deve haver mais esperança
neste ano, não por achar que somos os grandes favoritos para vencer a Copinha
(até porque, sinceramente, não podemos colocar isso como prioridade em
detrimento da formação de novos bons jogadores), mas por ver, como mencionei
acima, que parece que caminhamos para a integração desses meninos com o
profissional de uma forma estruturuda, com estratégia previamente estabelecida,
enfim, com o “selo Muricy” de qualidade de trabalho. Isso, sim, eu acho que tem
tudo para dar um “caldo”, startando o
círculo-virtuoso que tanto queremos, onde volte a valer a máxima do “craque o
Flamengo faz em casa”.
Vai que tô te vendo,
Mengãozinho!
Saudações Rubro-Negras.


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