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terça-feira, 10 de maio de 2016

Entrevista com Rodrigo Adams

Rodrigo Adams, 34 anos, Jornalista e muito identificado com o Grêmio. 

Uma música: You cold be mine, do Guns n' Roses.
Um livro: A vida que ninguém vê, da jornalista Eliane Brum.
Uma frase: ''Tenis sujo histórias limpas".
Um herói: Renato Portaluppi.
Gremista declarado, Rodrigo Adams tatua palma da mão com nome dos autores dos gols no clássico GRENAL
(Foto: Reprodução/ Facebook)


Tu tatuou os 5x0 do GREnal, loucura (risos). Tatuaria novamente algo sobre conquistas, resultados históricos, ou por vontade própria? 
Rodrigo: Eu falei no programa um dia antes do Grenal que se fosse 5x0 eu faria questão de tatuar o nome dos jogadores, por que é um resultado surreal. Acabei dando essa declaração e as pessoas me cobraram, tinha que cumprir com a palavra do que eu tinha prometido, mas tenho vontade de fazer outras tatuagens, mas sobre filmes, músicas.

Como começou a paixão pelo tricolor?
Rodrigo: Comecei indo ao estádio com o meu pai em 1987 na social, desde então sempre frequentei o estádio. Durante muito tempo frequentei arquibancada e fiz muitas amizades.

A torcida do Grêmio e seu apoio incondicional, há comparações de ser a mais loca do Brasil, como tu vê isso?
Rodrigo: Eu acho a torcida do Grêmio sensacional, afinal é minha torcida. Eu tenho uma teoria de que torcedor de futebol se constrói no estádio, ali que ele vai entender, vai saber quando vaiar, quando apoiar. Acho que fora do estádio pode haver cobrança, e a nossa torcida precisa ser mais incisiva, afinal são 15 anos sem título relevante, não podemos ficar só na loucura, vivemos uma loucura do passado. Está na hora de se posicionar melhor, quando não há cobranças, acaba acontecendo o que estamos vivendo agora.

E conquistas, o que tu acha que falta para o Grêmio?
Rodrigo: Libertadores por exemplo não se ganha só com técnica, tem que ter ''nego véio'' no time, e o Grêmio não tinha esse perfil de jogador com poder de indignação. O Grêmio não tem um zagueiro bom para jogar ao lado do Geromel, não tem laterais, um meia experiente. Costumo dizer que '' sobra muito Deus e falta Diabo'', me frusto muito quando a cada gol os jogadores apontam pra cima e não apontam pra torcida, o Grêmio não foi criado assim, obviamente não quero um time de bandido, mas quero um time coeso. 

Eu tenho uma ideia de que o time do Roger é mais fácil de engrenar no Brasileirão do que em mata-mata, falta ainda essa malandragem pra ele de jogar um ''mata ou morre''. Tu concorda com isso? Como tu vê esse time?
Rodrigo: Concordo, acho que a equipe do Grêmio tem mais '' cara'' de conquistar um título nacional do que internacional. Eu acho que o Roger ta fazendo um bom trabalho, ele resgatou alguns jogadores que estavam no próprio elenco quando estava no Felipão e não estavam dando uma boa resposta e ele conseguiu fazer com que jogassem . O brasileiro tu conquista a cada cinco rodadas, e o Grêmio mesmo precisando de reforços tem um grupo, tu tem que conseguir fazer pontos com times pequenos e trocar pontos com times grandes, foi assim com o Corinthians ano passado por exemplo.

Qual o atributo fundamental para um time campeão?
Rodrigo: Tem que ter culhão. Os times do Grêmio tinham esse perfil. Óbvio, pegando só exemplos daqui, o time do Atlético MG por exemplo era muito mais técnico do que com vontade. Mas tem que ter culhão.

Jogadores do Grêmio, qual o melhor e qual tu mais se identifica?
Rodrigo: Me identifico mais com o Douglas, barriguinha e cervejinha (risos). Brincadeiras a parte, me identifico mais com o Geromel, pra mim ele é o capitão do time.

Saindo do assunto futebol. Como tu começou tua carreira como jornalista? Tu tinha essa ideia desde pequeno? 
Rodrigo: Fui estudar jornalismo aos 26 anos, mas desde pequeno eu gostei muito de rádio, ouvia muita rádio, tanto AM como FM. AM mais na transmissão esportiva, mas FM eu escutava desde pequeno. Quando eu fui para o jornalismo, em 2008, eu não esperava que iria conseguir trabalhar com rádio, minha carreira se moldou desde o ano de 2009 em jornalismo impresso, a não ser quando eu fazia o programa '' Cala boca Piangers'' na Tvcom que era do Kzuka. Quando pintou a oportunidade de ir pra rede Atlântida foi a consolidação de um sonho, eu sempre fui ouvinte do pessoal da rádio, sempre fui ouvinte do '' Pretinho básico'' e agora alguns são meus colegas no ''ATL GRENAL'' no '' ATL NEWS'' e no '' Tá Vazando''. 

Como é trabalhar na Atlântida e no ATL GRENAL?
Rodrigo: Como eu tinha dito, foi a consolidação de um sonho. O Fetter que sempre foi uma referência da comunicação, e hoje trabalhar com ele é um aprendizado surreal. Eu ouvia ele lá em Viamão, vi ele criar uma rádio fenômeno como a '' Pop Rock'' e depois voltar pra Atlântida, então ta ao lado absorvendo um pouco do que esse cara viveu nos últimos 25 anos é algo muito legal. O pessoal do ATL eu também aprendo muito, o Potter, o Lelê, o Duda que trabalhou comigo no Kzuka, o Baldasso chegando na equipe agora, o Ramirão que foi um cara que me ajudou muito nos primeiros meses de rádio e foi um cara fundamental nesse processo, tem muita vivência como o '' cafezinho'' e participas de jornadas esportivas sensacionais, o Rafinha que foi meu colega e agora está ali comigo. É muito legal estar vivendo isso. 

Entrevista feita por: Igor Müller e Matheus Rossetto.

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