É difícil encontrar razões
para o momento atual do Cruzeiro. O que muito se vê, são direcionamentos de
responsabilidades, geralmente, voltadas para um ou outro dirigente- de acordo
com o afeto que cada torcedor direciona para o mesmo. Um erro imenso que vem
dividindo a torcida celeste. Nos tornamos extremistas e insensatos em um
momento que deveríamos nos unir objetivando o que sempre foi mais importante: O
Cruzeiro!
Contudo, mesmo que não se
tenha unanimidade na busca dos culpados pela situação em que chegamos, em um
ponto todos concordam, o Cruzeiro foi incompetente em seus últimos
planejamentos. Em mais um ano, nos vemos diante de uma situação de incertezas
em relação ao treinador, na qualidade do elenco e nas expectativas em relação
aos campeonatos disputados. O Campeonato Brasileiro está batendo à nossa porta,
a Copa do Brasil já está acontecendo e nem sequer temos um novo treinador. Consequentemente
o planejamento ainda não está concretizado para o resto da temporada.
Os erros nos perseguem desde
2015, isso é um fato. A saída conturbada de Marcelo Oliveira, a chegada e
insistência em Luxemburgo, a ilusão de um planejamento com o Mano Menezes e já
na virada do ano, a aposta em Deivid. Tudo isso o Cruzeiro fez sem demonstrar
ter um plano B. Não que os dirigentes devam trabalhar apostando que as coisas
não vão dar certo. Porém, como estamos falando de uma empresa, o certo é
trabalhar com uma margem de erro e com isso, um plano opcional, para pelo menos
ter por onde solucionar um problema emergencial.
Desde a saída de Deivid, o
Cruzeiro já recebeu alguns “nãos” de
alguns treinadores. Jorginho, Marcelo Oliveira, Ricardo Gomes- o último deles.
Considerando que o último, por exemplo, está em um clube que quase fechou as portas
devido as grandes dívidas. Mesmo assim, a diretoria celeste oferecendo mais
dinheiro, o mesmo não aceitou a proposta. Faltou o planejamento celeste
agradar? Que planejamento seria esse? Faltou poder de persuasão nas
negociações? Por que de repente, estamos nos acostumando com o “não”? Falta
saber manejar uma contra - proposta? Como explicar?
Essa situação não se resume a busca de
treinadores. Foi assim com várias opções de reforços e também na busca por
patrocinadores- mesmo quando estávamos no auge, pós bicampeonato brasileiro. Situação
que não estávamos acostumados a ver em uma instituição respeitada e renomada
com o Cruzeiro Esporte Clube. Certo é,
que não se deve culpar somente a atual diretoria. A desordem não se instalou
agora, ela é contínua desde o ano passado.
O que parece estar
acontecendo, é uma disputa intensa e medonha na política interna do clube. É
comum acontecer isso nos bastidores, o problema é quando o fato reflete em
campo e nas negociações. Neste momento, percebe-se um interesse em apontar
culpados e não uma real busca por soluções. Preocupante! Um ambiente assim, se torna
propício para que os erros sejam constantes. E a situação transbordando para o
torcedor, como está acontecendo, fica ainda pior. Pois usamos do nosso amor e
irracionalidade para exigir respostas imediatas, mesmo sabendo que o
imediatismo não leva ninguém a lugar nenhum no futebol.
Por essa razão de desespero,
de incertezas é que a torcida está guiada por dois extremos perigosos, um de
tudo criticar e o outro de preferir se calar baseado no apoio total. O caminho
não é esse, e nem é o que vai tirar o Cruzeiro de tal situação. A esperança
está na queda do egocentrismo e na volta da humildade entre dirigentes,
conselho e oposição. É preciso que cada um assuma sua responsabilidade dentro
da empresa. A começar pela diretoria, mas se estendendo aos jogadores- seja os
que estejam chegando agora, seja as “crias da base” e ainda, passando por toda
a comissão técnica e fisiologistas/departamento médico. Onde está a motivação nesse atual elenco? O
físico? A qualidade que a torcida espera...Pois, não adianta vencer, é preciso
convencer. Se não na técnica, que seja na raça. Feito isso, cada um assumindo
suas responsabilidades, achando os erros, assumindo os mesmos, as coisas
certamente voltarão a trilhar no bom caminho que estamos acostumados. Se não,
não adiantará chegar um novo treinador. Ou os problemas persistirão diante de
nós.
Queremos o Cruzeiro de volta,
onde não nos contentamos com qualquer opção de mercado, para técnico ou
jogador. Onde não nos contentamos com um bom primeiro tempo diante de um
adversário de menor expressão. Onde voltemos a impor o valor da nossa camisa.
Onde a torcida volte a se unir em prol do Cruzeiro. Onde as brigas internas não
sejam refletidas em campo. Onde voltemos a ser um nome forte no mercado. Onde
investidores busquem o Cruzeiro com o foco no Cruzeiro. Onde a torcida volte a
confiar e exaltar as cinco estrelas que carrega no peito, com orgulho e imenso
amor. Devolvam nosso Cruzeiro!
por Débora Dias
por Débora Dias
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Falou tudo Débora !
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