Um jogo eletrizante. Assim podemos resumir o que foi a
partida de ontem entre Palmeiras e Cruzeiro, em jogo válido pelas quartas de
final da Copa do Brasil.
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| Foto: @brunomassa |
O primeiro confronto entre os dois clubes pareceu mais dois
jogos, e bem distintos, um para cada time, em cada tempo de jogo. Parece
confuso e realmente foi. O Palmeiras entrou em campo com a linha de zaga que o
técnico Cuca tinha à disposição, uma vez que, Mayke e Juninho, que vêm sendo utilizado
como titulares nas mãos do treinador palmeirense, já atuaram por outras equipes
e na Copa do Brasil não poderão jogar pelo time paulista. Cuca então mandou a
campo a zaga formada por Zé Roberto pela esquerda ao lado de Edu Dracena, e
Mina e Fabiano do lado direito.
Contra um Cruzeiro muito aplicado, organizado e veloz no
primeiro tempo, o sufoco inicial que o Palmeiras imprimiu ao time mineiro, não
durou muito e Thiago Neves abriu o placar depois de um “senhor” contra-ataque.
Uma aula de como se chegar ao gol adversário neste tipo de estratégia, poucos
toques na bola, transição rápida e finalização precisa.
Já pelo lado do Palmeiras, a desorganização e lentidão da
zaga ficou ainda mais evidente nas duas próximas finalizações do time mineiro.
Dois chutes e dois gols. Mas, além dos contra-ataques, mais duas vezes
precisos, ficou evidente o problema do setor defensivo do Palmeiras com a zaga
mandada à campo. Fabiano, em noite para se esquecer completamente, foi muito
mal e nas suas costas, o segundo e terceiro gols do Cruzeiro aconteceram.
E de forma surpreendente, a torcida do Palmeiras, mesmo com
três a zero contra, não parou de acreditar e de incentivar o time. Cuca sacou o
lateral Fabiano, que saiu vaiado e logo recebeu o apoio dos companheiros que
estavam no banco de reservas, e colocou Egídio, que fez uma partida
excepcional, com muita disposição, vontade e participando muito dos ataques do
Palmeiras. Com a entrada do lateral, Zé Roberto foi deslocado para o meio campo
e Tchê Tchê foi para a lateral direita. O Palmeiras ainda tentou diminuir o
estrago em alguns lances de bola parada, mas não conseguiu abrir o marcador no
primeiro tempo.
0 x 3 e a torcida no intervalo vaiou, desta vez com razão. Na volta do intervalo parece até que começou outra partida. Com o Palmeiras atento, em cima do Cruzeiro, marcando forte e apostando principalmente no talento de Dudu, já que Guerra sentiu um incômodo na coxa e não voltou para o segundo tempo. Aos seis minutos, o agora endiabrado Dudu marcou depois da tabela com Zé Roberto e Tchê Tchê. Logo na sequência o espírito do palmeirense parece ter contagiado Borja que entrou no lugar Venezuelano, ele brigou, lutou, trombou e deu uma assistência precisa para mais um gol de Dudu. Não demorou muito para o Palmeiras empatasse. Em 19 minutos, o Palmeiras fez o que não havia conseguido até então. 3 x 3 e o Palmeiras conseguiu a sua "vitória", aquela que coloca o time ainda na disputa do título mesmo sofrendo três gols em casa.
Por incrível que possa parecer, mesmo nos três a zero cruzeirenses, o Palmeiras jogou melhor. Foram três 4 finalizações do time mineiro no jogo, três no primeiro tempo e todas entraram. Fica a lição para o Palmeiras encarar o jogo todo com mais seriedade. Alguns jogadores precisam tomar um choque para entrar no jogo pilhado, ontem foi a prova de que a desatenção, mesmo que em poucos minutos como disse o comandante Cuca, poderia ter jogado o ano todo de trabalho no lixo.
| Posição da nova área de transmissões Foto @brunomassa |
Avanti Palmeiras, Meu sangue é verde e meu coração bate em verde e branco porque não desisto nunca. Isso é Palmeiras.
P.S. Em tempo: Fica aqui meu agradecimento à assessoria de imprensa e departamento de comunicação do Palmeiras pela liberação e acesso à nova área de transmissões do Allianz Parque. Ficou lindo o espaço, funcional e o ambiente de Copa do Mundo.

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