Tanto no Brasil, quanto no
resto do mundo, futebol, machismo e preconceito estão intimamente atrelados ao
cotidiano de quem frequenta estádios de futebol. Gritos de “Bicha” na hora do
tiro de meta, “time de viado” e demais ofensas homofóbicas e até mesmo, raciais
são (infelizmente) presenciados por frequentadores das arquibancadas.
Porém, pelo fato de,
felizmente, já estarmos no século XXI, muitos clubes estão se mobilizando para
trabalhar na inclusão de algumas classes que, historicamente, sempre foram
segregadas. Os times da Premier League, Bundesliga e de demais competições
europeias já realizam este trabalho de conscientização com exímia perfeição,
com campanhas tanto nas redes sociais, quanto nos estádios.
A campanha do Borussia
Dortmund em 2016, foi um marco neste processo. Com uma gigantesca faixa na
arquibancada com os dizeres: “Gemeisan Gegen Homophobie” (Todos juntos contra a
homofobia) gerou a reflexão de boa parte dos aurinegros no estádio e,
posteriormente, um enorme respeito e empatia pelo próximo. Vale ressaltar
também, as campanhas anuais da Premier League, tanto digitalmente quanto em
campo, com a layoutização do escudo do clube e da faixa de capitão com a
bandeira LGBT, para promover a inclusão nos estádios na terra da rainha.
No Brasil, o pioneiro é o
Bahia. O esquadrão, através de sua diretoria extremamente inclusiva e um
excelente departamento de marketing, vem fazendo um trabalho impecável tanto no
twitter, quanto na Arena Fonte Nova, realizando campanhas contra o preconceito,
sobre abandono paterno, dentre outras diversas causas sociais e de direitos
humanos.
O Bahia vem se notabilizando e
ganhando admiradores por todas as partes do país, com manifestações contra o
racismo, LGBTfobia, em favor da demarcação de terras indígenas, além de ações de
viabilização da denúncia de assédios dentro dos estádios.
É de suma importância, que os
clubes brasileiros se engajem socialmente, assim como o Bahia e os demais
clubes europeus, visando a inclusão de todos os públicos no esporte. Somos um
povo extremamente rico culturalmente e diversificado socialmente, com pessoas
de diferentes gêneros, raça, sexo e crédulo, que apesar de todas as diferenças,
amam futebol.
Temos conhecimento da
dificuldade de fazer do futebol, um esporte mais inclusivo, porém, graças a
atitudes como a do Bahia, vê-se ainda uma oportunidade de os clubes brasileiros
abraçarem esta bandeira da inclusão e de que o futebol é para todos.
Assim, aos poucos, vamos
mudando a mentalidade dos brasileiros e fazendo a frase do autor estadunidense
Henry David Thoreau, se transformar em realidade, pois, nunca é tarde para
abrirmos mão dos nossos preconceitos.
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| Foto:Premier League |
Por: Davi Guimarães



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