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domingo, 24 de janeiro de 2016

Sobre os "Mantos Sagrados"


O esporte de um modo geral é conservador. Extremamente conservador, eu diria. Aos que decidirem contrariar as frases anteriores, pergunto: onde estão aqueles atletas – de ambos os sexos – se assumiram-se homossexuais?



Mas, fiquem tranquilos, vou tratar do conservadorismo no futebol e tentarei conceder a esta condição um aspecto positivo.


Faz algum tempo popularizou-se o uso dos uniformes de times esportivos no dia-a-dia das pessoas: em qualquer lugar, temos adolescentes/adultos passeando orgulhosamente com a camiseta de seu time do coração. Camiseta esta tratada por seu dono com o epíteto de “manto sagrado”.

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Sempre que foi falado em mudança radical, em uniformes de clubes, surgiram crises, piadas de mal gosto e outros “que tais”. Vide o caso da camisa rosa do Atlético Mineiro. Porém, quando o terceiro ou quarto uniforme é de um time europeu – e que foge completamente às cores tradicionais – os conservadores daqui correm igual horda de malucos para comprarem. Acho que sei a explicação: o de fora ser diferente é “cool”; o meu, mudar...nem pensar. Vai entender...



Por outro lado, todos os anos os clubes fazem mistério sobre as coleções do ano que se inicia. Uniformes são mantidos “sob segredo de Estado”, “à sete chaves”, vazam apenas alguns detalhes: uma borda da manga, um detalhe do número, nada além disso.

Em alguns casos, na apresentação dos uniformes, é aquela decepção. Será tão difícil pedir aos dirigentes que tenham “olhar de torcedor” no momento do “sim”? Basta que respondam a questão: “eu compraria pra mim ou pro meu filho(a) esta camiseta?”

Tenho pra mim ser muito fácil agradar a imensa maioria das torcidas dos times: basta que sejam respeitadas as linhas tradicionais dos uniformes.

Parece fácil, mas pelo visto não é.

Abraços e até a próxima.




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