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| "D'Ale chorou quando marcou o gol da reinauguração do Estádio Beira-Rio." Foto:dalessandro10.com |
Despedidas sempre são complicadas, mas Andrés sai do jeito que chegou, erguendo taça, o palco combina com sua humildade ímpar, no acanhado Estádio Passo D'Areia em Porto Alegre, contra o simples São José, o famoso Zequinha da Zona Norte da capital gaúcha.
Um estádio onde não existe placar eletrônico, roletas de acesso, a iluminação é "meia-boca", tem torcedor pendurado no alambrado, arquibancadas de cimento, e um jogo válido pela Recopa Gaúcha, um título de pouquíssima expressão se comparado as maiores conquistas de Inter e D'Ale.
Mas na noite dessa quarta-feira cada colorado presente no estádio tinha uma missão, uma espécie de dívida, precisávamos agradecer pelos 8 anos de cumplicidade, pouco importava a falta de conforto, o jogo ruim, a chuva ou qualquer outro contratempo, estávamos ali pelo Inter, estávamos ali por Andrés Nicolás D'Alessandro, o maior camisa 10 que esse estado já viu, o grito "Dale D'Alessandro...♫" repetido insistentemente em boa parte do jogo, saía das cordas vocais de cada torcedor e vinha carregado de emoção diferente, era um misto de alegria e ao mesmo tempo de tristeza, uma sensação inexplicável.
Eram 35 minutos da segunda etapa, quando a placa de substituição anunciava a saída do camisa 10, estávamos diante de uma pausa, pausa de uma era vencedora, onde com maestria nosso Inter era carregado por um argentino, baixinho, de fala fina, irritado mas com um futebol e um coração imenso.
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| "D'Ale agradece a torcida na saída de campo." Foto:http://zh.clicrbs.com.br/rs/esportes |
No contato mais próximo que tive com D'Ale, a seguinte frase proferida por ele me marcou: “Quero deixar meu nome na história do Inter.”
Não restam dúvidas, o nome dele lá está pra eternidade, ao lado dos maiores ídolos que o Clube do Povo possui nessa grandiosa história centenária.
Ao torcedor colorado resta olhar com saudade pra um passado recente, olhar com saudades da camisa 10 sempre suja de grama, seja pelas pancadas que o levavam ao chão, ou dos carrinhos desesperados em busca da bola, a La Boba fará falta, a liderança fará falta, a emoção e entrega farão falta, o "torcedor-jogador" fará muita falta, nos resta torcer pra que 2016 passe rápido, pra que talvez ele volte para sua gente.
Nunca diremos adeus, no máximo um até logo,e dale D'Alessandro!
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| "Placa de homenagem ao jogador, entregue por torcedores em Abril de 2015." Foto: Arquivo Pessoal |
Por: Jonas Almeida
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Chorei... Sem mais😢
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